Cirurgia Micrográfica de MOHS

25 de junho de 2016 - 6 minutes read

O que é?

A Cirurgia Micrográfica de MOHS é uma técnica que remove tumores cutâneos de forma extremamente precisa, pois além de retirar o câncer – evitando a remoção excessiva de tecido sadio peritumoral – avalia microscopicamente todas as margens da lesão durante a cirurgia. Consequentemente, possibilita mais segurança em relação à cura, pois a avaliação das margens é feita antes de se proceder o fechamento cirúrgico, gerando cicatrizes menores que na técnica convencional, na qual é preciso retirar uma margem grande de segurança. É uma técnica altamente eficaz e especializada para remover os principais tipos de tumores da pele.

 

Quais são as vantagens?

A principal vantagem da Cirurgia Micrográfica de MOHS em relação à cirurgia convencional é de que esta técnica permite o controle microscópico das margens cirúrgicas do tumor durante a cirurgia, garantindo assim a remoção de todo o tumor com o mínimo de remoção de pele normal. Na cirurgia convencional, o tumor é retirado com margens de segurança marcada a olho nu e depende da experiência do cirurgião dermatológico, enviado para o exame anátomo-patológico em clínicas especializadas, e os resultados ficam prontos em 1 a 2 semanas. Como nestes casos a retirada do tumor é feita com margens de segurança estimadas apenas pela visualização do cirurgião dermatológico, os riscos de permanecerem resíduos do tumor são maiores.

A cirurgia de MOHS é ideal ainda nas situações em que o câncer da pele recidivou, quando está em um local de difícil remoção como, por exemplo, na face, especialmente em torno do nariz, olhos e boca ou quando o tumor é de subtipo mais agressivo e infiltrativo, como o carcinoma basocelular esclerodermiforme ou micronodular.

 

Quem é o Cirurgião Micrográfico de MOHS?

A técnica requer habilidade e treinamento qualificado, pois é necessário ao dermatologista (denominado cirurgião de MOHS) habilidades bastante específicas. Os cirurgiões de MOHS são treinados para realizar esta técnica e planejar a melhor reconstrução da pele após a remoção do tumor. Possuem ainda conhecimento aprofundado em histopatologia cutânea, o que permite a análise microscópica da pele durante a cirurgia, garantindo assim a retirada completa do câncer, mesmo nas áreas em que não são visualizados clinicamente.

O médico deverá realizar treinamento específico nas áreas de oncologia cutânea, cirurgia da pele, análise microscópica dos tumores e histotécnica para capacitar-se nesta técnica. Este treinamento só é permitido após a conclusão da residência ou especialização em dermatologia, e aprovação no concurso do titulo de especialista da SBD.

 

Quais os tumores que podem ser operados?

O tipo de câncer mais operado com cirurgia micrográfica é o carcinoma basocelular (câncer de pele mais comum entre pessoas de pele clara). Mas, uma grande variedade de outros tumores como espinocelulares (tumor de pele maligno, mais invasivo e com desenvolvimento mais rápido que o do carcinoma basocelular), certos tipos de melanoma, tumores de anexos, o dermatofibrossarcoma e outros tumores do tecido fibroso também podem ser operados com a técnica. A Cirurgia Micrográfica também é indicada para tumores com margens mal delimitadas, áreas críticas – como o redor dos olhos, nariz, boca – e outras regiões em que a extensão do tumor pode provocar deformidades após a cirurgia. Essa cirurgia é feita normalmente com anestesia local, sendo que, em alguns casos, se associa a sedação anestésica para permitir mais conforto ao paciente.

 

 

  Margens Cirúrgicas Resultado Histológico Se houver margens comprometidas com tumor Fidelidade do análise do exame histológico
Cirurgia Tradicional Retira o tumor com margem de segurança entre 0,4 e 0,6cm.

 

O resultado histológico é obtido após alguns dias.

 

Caso o resultado apresente margens comprometidas, o paciente deve ser submetido a um novo procedimento. Neste próximo procedimento a cirrugia ainda é maior, deixando grandes cicatrizes.

 

No método convencional, apenas uma pequena amostragem da peça é avaliada, o que pode comprometer o resultado, já que as células tumorais podem não ser detectadas, permancer no paciente e provocar recorrência do tumor, em curto ou longo prazo.

 

Cirurgia de MOHS Retira o tumor com margem de segurança de 0,1 a 0,2cm.

 

O tumor é rastreado microscopicamente durante um único tempo cirúrgico.

 

Se as células tumorais são encontradas nas margens do fragmento, uma nova camada de tecido é retirada e examinada. Se há evidência e doença, o processo continua, camada por camada, sendo as células cancerígenas rastreadas até que o tumor seja completamente retirado.

 

Na Cirurgia de MOHS, examina-se todas as margens laterais e profundas da peça, garantindo maior segurança e precisão quanto a remoção do tumor. As taxas de recidiva são mínimas.

 

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